29/05/2009 às 18:20 (texto)
Tags: espelho, fadas, história, máscara, texto
O pôr do Sol no horizonte era belo, o mar tornava-se num manto dourado ondulante e belo. Aprisionava-a àquele mundo.
Caminhou pela praia, à beira mar. As suas lágrimas misturavam-se com o mar salgado. O mar chamava-a, ela ouvia-o nas ondas, no vento.
Caminhou em direcção ao manto dourado que banhava a praia, a água gelava-lhe o corpo. Por momentos a sua mente foi invadida por memórias da sua casa, da sua infância, da sua vida.
“Cuidado Erwydin, não te afastes da costa!”
“Vem aí tempestade, vamos para casa minha filha!”
As vozes do passado ecoavam na sua mente. Deixou-se levar nas ondas, envolta em memórias e vozes que não voltaria a encontrar.
Caiu a noite.
2 Comentários
25/05/2009 às 18:05 (texto)
Tags: espelho, fadas, história, texto
Horas e dias passaram, a dança feérica arrebatou a sua alma. Os seus ouvidos zuniam, a sua mente rodopiava em torno dos cânticos extasiantes, o seu corpo entorpecido deixava-se levar pela fantasia.
Perdeu as forças e deixou-se cair.
Acordou na praia, à beira mar. A maresia beijava-lhe as faces rosadas. As ondas rebentavam na costa e arrastavam os seus longos cabelos negros até ao mar. A água refrescante envolvia o seu corpo entorpecido, refrescando-lhe a alma cansada. A sua respiração ainda estava acelerada. As fadas desapareceram. A norte, o bosque estava envolto em brumas.
A saudade invadiu-lhe o espírito, aquele não era o seu mundo, não pertencia ali.
Queria voltar.
Olhou em volta.
Desesperadamente procurou o espelho.
Desesperadamente procurou o portal para o seu mundo.
Desesperadamente procurou a sua vida.
1 Comentário
14/05/2009 às 17:57 (texto)
Tags: espelho, fadas, história, máscara, texto
A praia estendia-se pelo horizonte. A sul, os rochedos rasgavam o oceano e mergulhavam fundo. O bosque erguia-se a norte. Ela sabia que podia voltar, mas não o queria fazer. Não agora.
A Rainha das Fadas conduziu-a pela praia, deixando-a na entrada do bosque, desvanecendo-se em seguida. Um som festivo e alegre fazia-se ouvir, vindo do coração do bosque. Quando dá por si, já se encontra entre as grandes árvores.
Espreita para uma clareira e depara-se com um cenário que ficou para sempre gravado na sua memória. As fadas dançavam e cantavam em roda, a Rainha das Fadas estava no centro, tocando harpa. Ali ficou a admirar o baile das fadas.
Um pouco a medo, as fadas aproximaram-se dela, esvoaçando em torno do seu corpo. Ela sorriu, deixando-se encantar pelas pequenas criaturas.
1 Comentário
13/05/2009 às 22:56 (texto)
Tags: espelho, fadas, história, luz, máscara
Do espelho, surge uma luz intensa, contornando a máscara inexpressiva que cobre o seu rosto. Ela está só, escondida nos recantos da sua alma. Cai a máscara, revelam-se os seus sentimentos.
Do outro lado do espelho, algo a chama, despertando-lhe os sentidos. Sente medo, arrepios percorrem-lhe a espinha. A máscara caída estilhaça-se sob os seus pés delicados.
Um vento gélido embate no seu rosto, trazendo consigo o cheiro da maresia, salpicos salgados de um mar longíquo. Aproxima-se do espelho e vê a praia, as ondas rebentam quase tocando os seus pés.
Uma ténue figura surge por detrás dos rochedos. Ela afasta-se do espelho, receosa. Uma voz doce e melodiosa parece chamá-la, ao espreitar pelo espelho, vê a Rainha das Fadas que lhe estende a mão. Ao tocar a sua pele, macia como o veludo, deixa-se levar.
Olha pelo espelho e vê o seu quarto. Agora, está no país das fadas.
13.05.09
1 Comentário
15/04/2009 às 23:13 (Poema)
As folhas caem do velho Plátano.
O vento sopra, parece falar,
Sussurros, murmúrios.
E a velha chama ainda brilha…
As chuvas aproximam-se.
Os ventos tornam-se fortes,
As folhas rodopiam pelo chão.
E a velha chama ainda brilha…
Por entre memórias e recordações
Paira o mistério da lembrança.
A chuva cai,
E a velha chama ainda brilha…
Ecoam os trovões,
Iluminam as ruas os relâmpagos,
Por breves segundos parece dia.
E a velha chama ainda brilha…
Chegou a aurora.
O vento cessou,
A chuva parou de cair.
E a velha chama ainda brilha…
Antigamente rainha,
Outrora princesa,
Hoje é memória
Mas ainda brilha…
1 Comentário
24/03/2009 às 21:45 (Poema)
Oiço a Terra, os seus murmúrios,
Contando histórias antigas e reais.
Sinto a pulsação do solo,
Vivências de guerras perdidas.
Sinto o Ar, fresco e reconfortante,
Transportando os segredos dos povos.
O ribombar de um trovão,
Numa noite de temporal.
Vejo o Fogo, ouço o seu crepitar
Devorando a lenha que o alimenta,
Aquecendo o mundo nas noites invernais,
Companheiro das almas solitárias.
Toco a Água, límpida e serena,
Círculos surgem do meu dedo
Revelando os segredos,
Murmurando canções de embalar…
2 Comentários
17/03/2009 às 23:54 (Pensamentos)
“(…)Vivia numa casa que outrora fora dos seus avós. O seu pequeno mundo era no sótão. Era um quarto fora do comum, tinha uma grande janela redonda com vista para todo a aldeia e para os montes. A sua cama, um leito de ferro, ficava encostada a essa janela, podendo assim deitar-se e observar o céu, as estrelas, a vida da aldeia. A parede onde estava a janela fora pintada de azul e os quatro pequenos vidros em forma de meia lua que ladeavam a janela tinham cada um sua cor: um era azul, outro verde, um vermelho e outro amarelo.
O seu quarto tinha apenas o essencial, uma pequena cadeira em tons de verde e azul, tal como a cama, uma pequena mesinha de cabeceira e um roupeiro de duas portas que acompanhava o declive do tecto, onde guardava as suas roupas e outros objectos.(…)”
E este quarto existe. É um pequeno refúgio, num lugar calmo, longe da confusão da cidade. Por vezes, refugio-me nele, olho pela tal janela redonda e contemplo o céu, a Natureza, ouço a chuva, o vento e os sons do campo.
Em breve lá voltarei…
1 Comentário
17/03/2009 às 19:40 (Poema)
Perdem-se os sonhos,
Escondem-se os sentimentos
Outrora perdidos…
Na calada da noite,
Sob um tecto de estrelas brilhantes
Perdes-te em memórias…
E vês a donzela que ilumina o Mundo,
Solitária, mas companheira de todos nós,
Que seria da noite sem ti?
O que seria dos momentos passados,
Que jamais voltarão, perdidos…?
E as memórias, quem as guardaria?
E as histórias contadas,
As canções outrora tocadas,
Quem as ouviria?
Como o deslizar dos dedos
Nas cordas de uma harpa,
Surge uma ténue luz no horizonte…
Nasce um novo dia…
Na hora em que Sol e Lua se encontram,
Num tímido beijar, num abraço profundo…
1 Comentário
07/03/2009 às 0:11 (Cinema)
Tags: Cinema, curso, emav, televisão, workshop
Hoje foi o último dia de workshop. às 9h já estava na Lusófona para mais um dia de ensaios e filmagens, desta vez com a presença de actores.
Durante a manhã ambas as equipas montaram o cenário, iluminação e fizeram ensaios para testes de imagem, movimentos de câmara, planos, etc, tudo sob a orientação do realizador.
Por volta das 14h chegaram os actores, antes já se encontrava tudo preparado. Ensaiámos várias vezes e no final foi feita a gravação em directo. Vários ensaios de ambas as equipas foram também gravados.
Durante estes dias de workshop foi notória a evolução da qualidade das gravações, conseguimos trabalhar bem em equipa, sempre com espírito de inter ajuda. Para o ano lá estarei novamente.
Quero deixar aqui um grande agradecimento a todos os intervenientes do workshop, nomeadamente a Júlio Barata, Prof. João Antero e ao João e ao Tiago da EMAV, que foram incansáveis.
Muito obrigado pela oportunidade de participar neste workshop!
Deixe um Comentário
05/03/2009 às 21:33 (Cinema)
Tags: Cinema, curso, emav, televisão, workshop
Cheguei à pouco a casa, depois de mais um dia no workshop de carro de exteriores.
Pois é, estou no 1º ano de Cinema e tive a oportunidade de participar num workshop com o apoio da EMAV para entrar em contacto com o mundo de trabalho, mais especificamente em televisão.
O carro de exteriores, resumidamente explicando, é um “centro de controlo” de imagem e som (régie). As câmaras e o áudio estão ligadas ao carro de exteriores onde é feito o controlo de imagem e de som que está a ser emitido em directo ou que está a ser gravado para posterior montagem. Os carros de exteriores são utilizados, como o nome indica, em exteriores, directos e em locais onde não existe uma régie.
Ontem tive a parte mais teórica e hoje começámos a prática. É muito diferente do cinema mas estou a gostar muito, hoje já fizemos ensaio geral, formámos duas equipas de trabalho, fiquei como assistente de câmara. Amanhã vamos gravar com uma companhia de teatro, cada equipa vai gravar uns minutos da peça. Estou a gostar muito da experiência, já aprendi muito e espero aprender ainda mais…
Por hoje é tudo eheheh
Deixe um Comentário